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segunda-feira, 11 de julho de 2011

TREM-BALA, POR ENQUANTO, SÓ DE CAMPINAS AO RIO DE JANEIRO

11/07/2011 - 17h40

Após fracasso, governo vai 

dividir licitação do trem-bala em dois


VALDO CRUZ
SOFIA FERNANDES
DE BRASÍLIA

Atualizado às 18h33.
Depois do fracasso nesta segunda-feira do leilão do trem-bala ligando Campinas-São Paulo-Rio de Janeiro, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) decidiu dividir em duas a licitação.

Vai licitar primeiro o modelo de tecnologia (coreano, japonês ou europeu, por exemplo). Depois de definida a tecnologia, será feita a licitação das obras de engenharia.

O governo avalia que assim ficará mais fácil estimar o custo da obra, que deverá ser aberta para participação de construtoras internacionais.

Não estão previstas mudanças estruturais no novo edital, previsto para ser lançado até outubro, nem novos cálculos econômicos, afirmou o diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Bernardo Figueiredo.

"Não estou mudando a essência, só a forma de licitar", disse Figueiredo, que estima o valor total da obra em R$ 33 bilhões --aproximadamente R$ 9 bilhões para equipamentos e operação e R$ 24 bilhões para obra. "Não vamos desfigurar projeto para atender um perfil de empresas", afirmou.

A primeira fase do leilão --onde será escolhido o operador, que definirá a tecnologia adotada--será realizada no começo do próximo ano.

FRACASSO
O leilão do trem da alta velocidade fracassou porque nenhum grupo se apresentou na concorrência nesta segunda-feira, data marcada para as empresas entregarem suas propostas.

Segundo Figueiredo, o fracasso foi motivado pela dificuldade das empresas detentoras de tecnologia de formar aliança com as empresas de construção nacionais. Por isso o governo acredita que, fatiando o processo, o leilão terá sucesso.

"O fechamento do mercado nacional a esse tipo de aliança acabou prejudicando o processo licitatório", disse.

Apenas grupos que detêm tecnologia --e que estavam interessados em atuar como fornecedores-- estiveram na Bovespa para verificar se havia ou não interessados no empreendimento. Entre elas estavam franceses da Alstom, japoneses da Mitsui e sul-coreanos, além de dois outros grupos que não quiseram se identificar.

Venceria o leilão quem oferecesse a menor tarifa para os serviços, a partir de uma tarifa-teto fixada em R$ 199,73.

Figueiredo afirmou que é possível que haja algumas mudanças no projeto, mas que o governo tem muita convicção nos estudos realizados para o trem. "Não cabem muitas mudanças, haverá limites para mudanças", disse.

O governo pretende também contratar a obra em lotes, para que mais empresas possam atuar na parte de construção civil da obra.

Figueiredo afirmou que, mesmo com outro adiamento do leilão, o modelo fatiado é mais ágil e não vai comprometer o início das obras, previsto para o início de 2013.

Reportagem da Folha do dia 7 mostrou que as cinco grandes empreiteiras do país só aceitavam entrar com R$ 3 bilhões de capital próprio no trem-bala. O valor é próximo de 5% do custo calculado por elas para o projeto.

O projeto do trem-bala prevê a ligação de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. Com cerca de 500 quilômetros de extensão, vai passar por aproximadamente 40 municípios.
Com reportagem de São Paulo e Brasília
FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO - não dá pra não ler!

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