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terça-feira, 21 de junho de 2011
Movimento FAIXA VIVA precisa de discussão com a população
FAIXA VIVA
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Apesar da “efervescente” manifestação pública dos iniciadores e apoiadores do movimento “Faixa Viva” em prol do uso de aceno de mão por pedestres, para que os veículos parem e aqueles possam atravessar nas faixas das ruas e avenidas com segurança, sendo a iniciativa, inclusive, alvo de Projeto de Lei de Legislativos Municipais lembro que por vezes me encontro na condição de pedestre e procuro atravessar onde há faixas de segurança visíveis e, se possível, associadas a semáforos para pedestres. Mas, em nossa Região Metropolitana - RMBS, até mesmo em Santos, dos dispositivos que existem muitos estão sem manutenção! E quando existem faixas nos cruzamentos, algo raro em Vicente de Carvalho, distrito de Guarujá...
Mesmo assim, considero que é absurdo o nominado Movimento pensar em dar total e absoluto tempo de travessia aos pedestres, muitos dos quais sequer respeitam ou conhecem as normas de trânsito, atravessando em diagonal ou caminhando dentro do leito carroçável (se as calçadas estão sem condições ou obstruídas que se denuncie à prefeitura, vereadores ou até ao Ministério Público Estadual – MPE, que em Santos costuma ter uma atuação mais a altura da sua função precípua do que, por exemplo, no município de Guarujá. Precisamos de investimentos em equipamentos e tempo igual na travessia para todos: motoristas, ciclistas e pedestres.
* José Antonio G. da Conceição, jornalista e ambientalista (ja.jor@bol.com.br)
domingo, 19 de junho de 2011
Coletivo Alternativa Verde - CAVE denuncia
LIDERANÇA QUILOMOBOLAdesaparece misteriosamenteno Vale do Ribeira |
Morte por causa de terra, no Brasil, não surpreende mais ninguém, porque desde antes de 1.500, esta é uma prática comum, assim como é comum que os culpados permaneçam impunes. O que surpreende é que neste ano, mortes de camponeses e líderes têm ocupado com frequência a mídia.
No Vale do Ribeira, não está sendo diferente, embora seu caso não tenha alcançado a grande mídia, talvez até mesmo por causa da cobiça que ronda a região pela sua grande riqueza em biodiversidade e grande potencial turístico.
Acontece que no dia 18 de fevereiro desde ano, desapareceu misteriosamente, o SR. LAURINDO GOMES, liderança da COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO DE PRAIA GRANDE, Município de Iporanga, Estado de São Paulo.
No dia 18 de fevereiro, por volta das sete (07) horas da amanhã, Sr. Laurindo, que era também agente comunitário de saúde, dirigiu-se para as margens do Rio Ribeira de Iguape, onde tomaria o barco (único veículo para sair do Quilombo). Carregava um balde de mel, algumas abóboras e uma mochila. Foi visto pela última vez por sua ex-esposa se dirigindo para o Rio. Ela escutou o ronco do motor do barco chegando, embora não tenha avistado o mesmo.
O Sr. Laurindo estava indo para uma reunião de lideranças na cidade de Iporanga, onde se organizavam para a noite ir à Câmara Municipal, requerer a instalação de uma CPI para investigar o Prefeito, pela sua inércia em relação às Políticas Públicas do Município. O povo de Quilombo de Praia Grande pensava que ele estava na cidade. A família de seu segundo casamento, que estava na cidade, pensava (ACREDITAVA) que ele estava no Quilombo. Seu desaparecimento só foi percebido na quarta feira, dia 23/02, quando seu filho, LAZARO, que estava na cidade para a mesma reunião, foi para o Quilombo levando a noticia de que o mesmo não chegara na cidade e fora informado que não se encontrava no Quilombo.
A Comunidade passou a procurá-lo, encontrando apenas marcas de suas pegadas e de onde depositara os volumes que carregava, na areia do porto. No local, sobrou uma abóbora. Na Delegacia de Iporanga foi registrado o B.O. de desaparecimento. Não houve, porém nenhum esforço para encontrá-lo.
No dia 05 de maio, ainda não havia sido instaurado o inquérito e nenhuma investigação havia sido processada, apesar da família já ter ido várias vezes na Delegacia e procurado o Ministério Público da Comarca. No dia 05 de maio, o Ministério Público da Comarca foi procurado novamente. Só então solicitou à Delegacia de Iporanga, que fosse instaurado o Inquérito Policial.
Os moradores do Quilombo encontram-se amedrontados e abandonados pelas autoridades competentes. Para sair do Quilombo, inclusive os alunos para frequentarem a escola, são transportados de barco, que está em péssimas condições. Enfrentam diversas corredeiras ao longo do percurso. A estrada, por ora, só chega até a fazenda do atual ocupante da cadeira de Prefeito, que fica próxima ao Quilombo.
O Quilombo de Praia Grande fica à margem (DIREITA) do Alto Ribeira, onde se localiza o eixo do projeto da barragem Funil. É uma comunidade reconhecida oficialmente como remanescente de quilombo, conforme o Relatório Técnico Científico, elaborado pelo Instituto de Terras do Estado de São Paulo.
Apesar de reconhecida e ter seu território delimitado, o Estado não promoveu nenhuma ação para a retirada de terceiros da área. Com tanta demora em efetivar a titularidade da comunidade, a credibilidade de que as terras, de fato, pertencem à comunidade foi-se minando, possibilitando compra e venda de terras, o que é proibido pela lei, bem como o aparecimento de “laranjas”, para resguardar políticos da região.
A dificuldade de acesso, a falta de políticas públicas e de assistência à comunidade, a não retirada dos não quilombolas do território, a falta de título de domínio da área, culminou com o desaparecimento do Sr, Laurindo Gomes, que sempre lutou pela titulação e melhoria da vida de sua comunidade. A revolta é que o caso não está sendo investigado, apesar de, por meio do CONDEPE – Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana - ter oficiado o fato à Secretaria de Justiça, à Secretaria de Segurança Pública, à Secretaria Nacional de Direitos Humanos e ao Ministério Público Estadual.
Enviaram este documento
EAACONE – Equipe de Articulação e Assessoria às Comunidades Negras - Vale do Ribeira/SP
MOAB – Movimento dos Ameaçados por Barragens - Vale do Ribeira/SP
Rua Leôncio Marques Freitas, 63 – Centro – 11.960-000 Eldorado/SP, Fone (13) 3871-1877
E-mail: eaacone@bol.com.br moabaxe@bol.com.br
PROSA NA SERRA – IPORANGA
Rodovia Antonio Honorio da Silva, Km 158 – Bairro Serra/Iporanga CEP 18.3330-000
e-mail: prosanaserra@gmail.com – site: www.prosanaserra. pilarcultural.org
ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO PRAIA GRANDE – MUNICÍPIO DE IPORANGA
ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO PORTO VELHO - MUNICÍPIO DE IPORANGA
ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO NHUNGUARA – MUNICÍPIO DE IPORANGA/ELDORADO
ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO MARIA ROSA - MUNICÍPIO DE IPORANGA
ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO PILÕES - MUNICÍPIO DE IPORANGA
ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO PIRIRICA – MUNICIPIO DE IPORANGA
ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO BOMBAS – MUNICIPIO DE IPORANGA
ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO JURUMIRIM – MUNICIPIO DE IPORANGA
ASSOCIAÇÃO DAS COMUNIDADES CABOCLAS DO BAIRRO RIBEIRÃO DOS CAMARGO - MUNICÍPIO DE IPORANGA
ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO BAIRRO SERRA - MUNICÍPIO DE IPORANGA
terça-feira, 7 de junho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
Hamartía – O Exterminador do Futuro
Por Luciene Felix
A Sagrada Família – Murillo (Museo del Prado)
Recentemente, a mídia internacional trouxe à tona a notícia de duvidosos comportamentos de duas personalidades públicas: Dominique Strauss-Kahn, economista e agora ex-diretor do FMI e Arnold Schwarzenegger, ator e ex-governador da Califórnia, ambos casados e pais de quatro filhos.
Como vimos no artigo anterior (http://lucienefelix.blogspot.com/2011/05/kant-e-uma-filosofia-da-historia-para.html), tal qual a natureza, a razão também possui um télos (propósito, objetivo, finalidade) e este pode ser constatado através do crivo que ela mesma impõe às ações humanas: àquilo que fere a harmonia, o bom senso, à Justiça, como um corpo estranho ao juízo sensato, aos poucos (às vezes, milhares de anos) é excluído da norma.
O lógos marcha com vagar e, entre avanços e retrocessos, põe em relevo a correção moral, o decoro, a compostura, tributando valor à honradez e ao pudor.
No mundo globalizado, dispondo de nossas iluministas e humanistas atuais categorias mentais, não há como aceitar passivamente atitudes deploráveis e indignas, como se ainda fôssemos reféns de senhores feudais. A sociedade (opinião pública) aponta, denuncia, defende-se.
Até porque, indefensáveis, tanto na vida política quanto nas atividades corporativas, vilezas ético-morais têm sido punidas com renúncia (demissão voluntária ou sob coação), prisão, ostracismo, expulsão, banimento, desprezo.
Sucumbir às (ir) resistíveis paixões da carne em detrimento da ordem, invertendo valores tão caros à ratio, desde os tempos homéricos (Ilíada), ascende da mera insensatez à bestialidade. No âmbito político (público) e nos ambientes corporativos, por exemplo, a retaliação da sociedade é patente.
Arnold Schwarzenegger e Maria Shriver com seus filhos. Após 25 anos de união anunciam separação.
O ator e ex-governador confessou ter tido um filho com a empregada durante o casamento.
O ator e ex-governador confessou ter tido um filho com a empregada durante o casamento.
E quanto ao reparo à gravidade da vileza na esfera doméstica, privada?
Génos – além de raça, estirpe, família – é descendência, sendo também uma explicitação da natureza dos genitores. Comportamento desonroso no lar acarreta numa “hamartía”, palavra grega que designa a “marca” (falta) que um descendente traz de origem (http://lucienefelix.blogspot.com/2009/03/o-mito-de-tantalo.html).
Enquanto meras ‘marcas’, as hamartías constituem virtudes e vícios: dons culinários, aspirações intelectuais, espírito indômito, desbravador, inclinação aos vícios (do sexo, jogo ou drogas), ao otimismo, bom humor, às doenças físicas e psíquicas (como a depressão), tendência à procrastinação (preguiça), enfim, reconhecendo-os e cultivando-os ou repelindo-os, ora transmitimos talentos, ora suprimimos características constrangedoramente negativas.
Não há como prever o comportamento de um indivíduo (nem mesmo perscrutando a psyché ‘Alma’, como os psicanalistas: “me fale de seus pais”) ou mensurar a profundidade da desalentadora dor causada pelo ultraje que os familiares são obrigados a vivenciar. Há muito sabemos que origem não é, obrigatoriamente, destino e que cabe a cada um de nós a responsabilidade de interromper a transmissão hereditária de indisfarçáveis deficiências.
Desnorteadas, muitas “Marias” se vêem acometidas pela atér, cegueira que induz ao estado de desvario, depois à ação desvairada e por fim, à ruína.
Isso porque um lar não é um órgão como o FMI ou um país onde, tranquilamente, outro(a) economista ou candidato(a) substitui o execrável, com discurso persuasivo que induz a enxergarmos, no novo, talento e competência ainda maior.
Enquanto meras ‘marcas’, as hamartías constituem virtudes e vícios: dons culinários, aspirações intelectuais, espírito indômito, desbravador, inclinação aos vícios (do sexo, jogo ou drogas), ao otimismo, bom humor, às doenças físicas e psíquicas (como a depressão), tendência à procrastinação (preguiça), enfim, reconhecendo-os e cultivando-os ou repelindo-os, ora transmitimos talentos, ora suprimimos características constrangedoramente negativas.
Não há como prever o comportamento de um indivíduo (nem mesmo perscrutando a psyché ‘Alma’, como os psicanalistas: “me fale de seus pais”) ou mensurar a profundidade da desalentadora dor causada pelo ultraje que os familiares são obrigados a vivenciar. Há muito sabemos que origem não é, obrigatoriamente, destino e que cabe a cada um de nós a responsabilidade de interromper a transmissão hereditária de indisfarçáveis deficiências.
Desnorteadas, muitas “Marias” se vêem acometidas pela atér, cegueira que induz ao estado de desvario, depois à ação desvairada e por fim, à ruína.
Isso porque um lar não é um órgão como o FMI ou um país onde, tranquilamente, outro(a) economista ou candidato(a) substitui o execrável, com discurso persuasivo que induz a enxergarmos, no novo, talento e competência ainda maior.
Macbeth comete crimes terríveis devido à sua ambição, uma falha de caráter.
(Charles Kean representando Macbeth, 1858
Devastadoramente destrutiva na esfera privada da sacra célula familiar, onde prisão, ostracismo, renúncia e expulsão não resolvem o problema (e tampouco é possível aventar legítima substituição), ausência de ética, sorrateiramente desampara inocentes. Ao legar a “falta”, estabelecendo o imperativo de uma irreversível hamartía, extermina o futuro.
Luciene Felix
Professora de Filosofia e Mitologia Greco-romana da
Escola Superior de Direito Constitucional – ESDC
sexta-feira, 3 de junho de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
VERGONHA: SOS Mata Atlântica
SOS Mata Atlanticadesconvida ^representante caiçarade encontro na Jureia |
Um dos representantes caicaras da Juréia foi
"desconvidado" ao encontro da TEDX de Vila
Madá que ocorreu ontem dia 26. Esta nos
parece ser uma noticia alarmante e uma
reclamacao pertinente do representante.
Leiam sua nota contraria e a suspeita do dedo
da SOS Mata Atlantica ness articulacao para
fragilizar as comunidades regionais em
detrimento do poder economico. O representante
da Natura continua com assento cativo
Meus Car@s,
Somente hoje tive acesso a internet e
para minha surpresa ainda não tive e
não tivemos maiores esclarecimentos
sobre essa desconfortável atitude do
programa TEDX Vila Madá, em nos
desconvidar para participar do próximo
programa no dia 26 de maio.
Assim que recebi o telefonema do
desconvite, questionei se os demais
participantes também seriam desconvidados,
a resposta foi que somente eu deixaria de
participar do programa, os demais como
Ailton Krenak, o professor da UNICAMP,
representante da NATURA e o Voluntário
da SOS permaneceriam, confesso que fiquei
um tanto confuso, mas este fato só veio
confirmar o que já sabíamos e agora temos
certeza que foi intervenção da SOS Mata
Atlântica.
Então entendemos que continuam boicotando
nossas comunidades, é muita visibilidade
para quem eles querem que viva na escuridão,
esquecidos, a margem. Esse tipo de boicote
vem ocorrendo a mais de 20 anos, o discurso
é um, mas a prática é outra, como sabemos
essa entidade vive de mentira e tem medo,
quando quem fala a verdade pode estar
no mesmo espaço de visibilidade.
Nossa luta é por justiça social, queremos
nosso território de volta, cometeram um erro
e não reconhecem esse erro, não sentam juntos
para dialogar com nossas comunidades e chegar
num consenso, nem reconhecem que erraram
para tentar corrigir .
A SOS Mata Atlântica nasceu na década de 80,
exatamente quando criaram a Estação
Ecológica de Juréia Itatins, sempre foi contra
as comunidades da Juréia, este é um dos motivos
de não avançarmos na conquista do nosso
território, pois defendem a Mata Atlântica
e pra eles, nós somos uma ameaça, só que como
bem sabemos para plantar pinus e eucalipto é
necessário retirar a vegetação primaria, é
assim que age, o presidente da SOS mata
Atlântica, sendo o maior Plantador de
eucalipto do Estado do Paraná. A
sustentabilidade que pregam é para eles
mesmos.
Não desistiremos de contar nossa história
e sempre que tivermos oportunidade
denunciaremos essa farsa que vive a SOS e
outras ONGs que se utilizam da
vulnerabilidade das comunidades e do meio
ambiente, para se promoverem e enriquecerem.
Dauro Marcos do Prado, Caiçara.
Presidente da União dos Moradores da Juréia
Sócio Fundador da Associação dos Jovens da
Juréia
Representante das comunidades Caiçaras-
Comissão Nacional
de Povos e Comunidades
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