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sábado, 9 de junho de 2012

Edição do dia 08/06/2012 – Telejornal Bom Dia Brasil – Globo TV
Qualidade do ar de Cubatão continua sendo a pior de São Paulo
Despejo de metais pesados no rio da cidade contaminou o solo, a água superficial e as águas subterrâneas.
Em Cubatão a indústria poluiu tanto as águas e o solo que mesmo anos depois de ações para diminuir os impactos a qualidade do ar da cidade ainda é a pior do estado de São Paulo.
A área do antigo lixão de Cubatão está contaminada por metais pesados e os chamados POPS (Poluentes Orgânicos Persistentes), substâncias químicas que não se degradam no meio ambiente e se acumulam nos organismos vivos.
Quem despejou esses produtos foram as indústrias de Cubatão nos anos 70 e 80. A contaminação atingiu o solo, a água superficial e as águas subterrâneas.
As questões ambientais continuam a ser um problema em Cubatão. É nesta cidade em que se registra a pior qualidade do ar do estado de São Paulo. Nos últimos 12 meses a CETESB aplicou 31 multas por infrações ambientais nas empresas do parque industrial. Muitas dessas multas, pelo lançamento de poluentes no Rio Cubatão.
Por ordem judicial, todos os moradores do bairro da Água Fria, que fica dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, terão que sair. Enquanto aguardam por novas moradias, construídas pelo governo do estado, muitas pessoas estão sendo multadas.
O bairro de Água Fria se espalhou debaixo da Rodovia dos Imigrantes. Do outro lado do rio Cubatão está Pilões, bairro que cresceu na encosta de uma montanha e já sofreu vários deslizamentos. Em uma rua do bairro, todas as casas foram demolidas pela Defesa Civil devido ao risco iminente de deslizamentos de terra das montanhas. As pessoas que saíram estão recebendo um auxílio-aluguel de R$ 400. Com esse valor, elas só conseguiram alugar outra moradia no mesmo bairro.
Pilões está fora dos limites do Parque Estadual da Serra do Mar e o governo do estado ainda não tem previsão para tirar os quase 3 mil moradores. O cronograma de saída das 5,3 mil famílias que vivem nos bairros-cota está atrasado. A maioria das famílias foi morar lá durante a construção da Via Anchieta. Agora a história se repete com o Pré-Sal.
“Vai haver um impacto grande com relação às famílias que não se qualificam, que não têm condição de ocupar aqueles cargos de trabalho, que a gente sabe que originam essas invasões como temos aqui nos bairros-cota e as ocupações de todo o litoral paulista”, diz Fernando Chucre, coordenador do Programa Serra do Mar.
Em Caraguatatuba, por onde se anda só encontra pessoas desempregadas, que perderam o emprego dos seus sonhos: a Petrobrás.
Assim que a unidade de tratamento de gás da Petrobrás ficou pronta e os operários foram demitidos, uma outra obra teve início na mesma planície de Caraguatatuba: a construção do maior shopping do litoral norte de São Paulo. Só que os operários desempregados não foram aproveitados.
Segundo o coordenador do Programa de Recuperação Sócio-Ambiental da Serra do Mar, o cronograma inicial de remoção de moradores teve que ser mudado. O governo do estado diz que todas as famílias do Bairro da Água Fria serão removidas até 2014.
Fotos em anexo: Moésio Rebouças

quinta-feira, 7 de junho de 2012

[Brasil] Okupação libertária em Campinas ameaçada de despejo
[A seguir reproduzimos um comunicado do Squat Timothy Leary, de Campinas (SP), que está ameaçado de sofrer uma reintegração de posse.]
C o m u n i c a d o:


Saudações a todxs!
É com grande peso no koração que repassamos a todxs a seguinte notícia:
Este final de semana, 02/06, fomos avisados, pelo advogado que nos acompanha desde o terceiro mês de okupação, que o imóvel do Squat Timothy Leary foi vendido a uma construtora. Até então não havia confirmação, podia se tratar de rumores. Ainda não notificados com qualquer ordem judicial de reintegração de posse, acreditamos que temos um tempo por conta dos trâmites burocráticos jurídicos.
O squat completará 1 ano de resistência e persistência kotidiana no dia 6 de julho. Durante o decorrer desse período recebemos a visita de muitxs companheirxs - da Flor do Asfalto, do Korr-Cell, do Guamirim, A1 fortalecendo os laços de solidariedade e apoio mútuo, trocando experiências e práticas libertárias. Estreitamos relação com autonomistas da Colômbia e do Peru. Dialogamos e somamos com diversos coletivos de Campinas e região. A relação com a comunidade tem gradualmente se tornado mais harmoniosa.
Resistimos a um atake brutal e violento por parte dxs mantenedorxs da ordem burguesa em clara demonstração de terrorismo de Estado. Sofremos com a ofensiva de grupos paramilitares vinculados à doutrina integralista-linearista, tradicionalmente presente na cidade. Tivemos problemas com organização interna o que nos rendeu a suspensão temporária de atividades. Muitxs saíram, outrxs entraram, mas as lembranças positivas de cada umx permanecem.
Diante da incerteza e efemeridade do espaço, convidamos coletivos, organizações, grupos e individualidades autônomxs para konstrução koletiva e intensificação das atividades nesses momentos finais.
A todxs que embatem seus rebeldes e valentes korações contra a ordem do poder e sua realidade opressora” - Flor do Asfalto
Conflito e ruptura, Okupa e resiste!
Squat Timothy Leary
agência de notícias anarquistas-ana
ponte é um pássaro
de certeiro vôo: sua sombra
perdura na lembrança.
Thiago de Mello

quinta-feira, 17 de maio de 2012

'Free Mumia Abu-Jamal' Wash DC 04.24.12



[EUA] Mumia Abu-Jamal ao vivo da prisão em seu aniversário de 58 anos

 [Durante o protesto pela libertação de Mumia Abu-Jamal do lado de fora do Departamento de Justiça em Washington, DC, no último dia 24 de abril, foram lidas pelo menos duas mensagens dele e também de vários outros presos políticos. A seguir reproduzimos umas das falas de Mumia na passagem do seu aniversário de 58 anos.]
Queridos irmãos e irmãs,
Com o passar dos anos, havia me esquecido de meu aniversário, e só o recordava quando minha mãe, minha esposa, minhas filhas e filhos me enviavam um cartão. É que no corredor da morte cada dia é como qualquer outro. E passar um dia com vida é a única forma de saber que não está morto. Custou anos de trabalho duro fazer do meu aniversário o que é hoje em dia - parte de um movimento, graças a todos vocês e ao Comitê Internacional de Familiares e Amigos de Mumia Abu-Jamal (ICFFMAJ, sua sigla em inglês).
Agradeço a todas e a todos por sair às ruas hoje. Não importa se há 10 pessoas aí, ou 100, 200, ou muitas mais.
Nos reunimos aqui hoje porque queremos justiça, e para usar as palavras do velho Partido Pantera Negra: Queremos liberdade. Queremos a abolição da pena de morte e a abolição do castigo de isolamento prolongado. Queremos o desencarceramento e a destruição do complexo carcerário massivo.
Estados Unidos é a prisão do mundo. E se pensarem bem, os EUA aprisionam uma quantidade desconhecida e incontável de pessoas em prisões em toda parte do mundo - locais obscuros onde os seres humanos vivem em silêncio, a tortura, a morte. É o mesmo país que sabe que seus tribunais são injustos, mas não faz nada para mudar a situação.
Aqui neste país, um juiz disse: "Vou lhes ajudar a fritar esse preto". Falou na presença de uma estenografa do tribunal, que relatou isso sob juramento. Uma empregada do tribunal. E nenhum tribunal nos Estados Unidos jamais condenou isto. É o mesmo juiz que disse em julgamento aberto: "A justiça é apenas um sentimento emocional”. Repito: A justiça é apenas um sentimento emocional. Proferiu o juiz Sabo em minhas audiências de 1995. E com respeito à seleção dos integrantes do júri, o tribunal usou todos os velhos truques para evitar o cumprimento de seus próprios pareceres. Nunca questionaram a retirada de negros qualificados do grupo de candidatos a júri.
Os casos jurídicos dizem uma coisa, enquanto os tribunais dizem outra. Ou, como em meu caso, o tribunal inventou novas regras para justificar sua negativa a ordenar um novo julgamento.
Nisto não estou sozinho. Fizeram o mesmo em um caso chamado Commonwealth versus Robert Cook. E a Suprema Corte estatal da Pensilvânia fez o mesmo em um caso chamado Commonwealth versus Willie Sneed. Sob o caso Batson de 1986, estes homens deveriam ter tido um novo julgamento há muitos anos. Mas permanecem no corredor da morte.
Não se esqueçam dos homens e mulheres no corredor da morte. Sigam lutando para abolir a pena capital.
Atualmente, há uma nova proposta para abolir a pena de morte na Califórnia. Ali há [723] pessoas no corredor da morte, mais do que em qualquer outro estado do país. Se os eleitores aprovarem o referendo, este será um símbolo poderoso de abolição.
Então não só os agradeço, mas lhes incentivo que sigam com a transformação desta nação carcerária. Lhes incentivo a transformar o complexo industrial carcerário. Me sinto orgulhoso de fazer parte deste movimento e estou orgulhoso de cada um de vocês.
Nos movamos! Viva John África!
Libertem os 9 do MOVE!
E libertem a nação encarcerada!
Da nação encarcerada, sou seu irmão - ah!, em seu aniversário, Mumia Abu-Jamal
Esta mensagem pode ser ouvida no seguinte vídeo e em vários outros que estão saindo:
Tradução > Marina Knup
agência de notícias anarquistas-ana
Maré outonal.
As ondas quebram na areia
Bem devagarinho.
Benedita Silva de Azevedo