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quarta-feira, 13 de junho de 2012
sábado, 9 de junho de 2012
Edição do dia 08/06/2012 – Telejornal Bom Dia Brasil – Globo TV
Qualidade do ar de Cubatão continua sendo a pior de São Paulo
Despejo de metais pesados no rio da cidade contaminou o solo, a água superficial e as águas subterrâneas.
Em
Cubatão a indústria poluiu tanto as águas e o solo que mesmo anos
depois de ações para diminuir os impactos a qualidade do ar da cidade
ainda é a pior do estado de São Paulo.
A
área do antigo lixão de Cubatão está contaminada por metais pesados e
os chamados POPS (Poluentes Orgânicos Persistentes), substâncias
químicas que não se degradam no meio ambiente e se acumulam nos
organismos vivos.
Quem
despejou esses produtos foram as indústrias de Cubatão nos anos 70 e
80. A contaminação atingiu o solo, a água superficial e as águas
subterrâneas.
As
questões ambientais continuam a ser um problema em Cubatão. É nesta
cidade em que se registra a pior qualidade do ar do estado de São Paulo.
Nos últimos 12 meses a CETESB aplicou 31 multas por infrações
ambientais nas empresas do parque industrial. Muitas dessas multas, pelo
lançamento de poluentes no Rio Cubatão.
Por
ordem judicial, todos os moradores do bairro da Água Fria, que fica
dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, terão que sair. Enquanto
aguardam por novas moradias, construídas pelo governo do estado, muitas
pessoas estão sendo multadas.
O
bairro de Água Fria se espalhou debaixo da Rodovia dos Imigrantes. Do
outro lado do rio Cubatão está Pilões, bairro que cresceu na encosta de
uma montanha e já sofreu vários deslizamentos. Em uma rua do bairro,
todas as casas foram demolidas pela Defesa Civil devido ao risco
iminente de deslizamentos de terra das montanhas. As pessoas que saíram
estão recebendo um auxílio-aluguel de R$ 400. Com esse valor, elas só
conseguiram alugar outra moradia no mesmo bairro.
Pilões
está fora dos limites do Parque Estadual da Serra do Mar e o governo do
estado ainda não tem previsão para tirar os quase 3 mil moradores. O
cronograma de saída das 5,3 mil famílias que vivem nos bairros-cota está
atrasado. A maioria das famílias foi morar lá durante a construção da
Via Anchieta. Agora a história se repete com o Pré-Sal.
“Vai
haver um impacto grande com relação às famílias que não se qualificam,
que não têm condição de ocupar aqueles cargos de trabalho, que a gente
sabe que originam essas invasões como temos aqui nos bairros-cota e as
ocupações de todo o litoral paulista”, diz Fernando Chucre, coordenador
do Programa Serra do Mar.
Em Caraguatatuba, por onde se anda só encontra pessoas desempregadas, que perderam o emprego dos seus sonhos: a Petrobrás.
Assim
que a unidade de tratamento de gás da Petrobrás ficou pronta e os
operários foram demitidos, uma outra obra teve início na mesma planície
de Caraguatatuba: a construção do maior shopping do litoral norte de São
Paulo. Só que os operários desempregados não foram aproveitados.
Segundo
o coordenador do Programa de Recuperação Sócio-Ambiental da Serra do
Mar, o cronograma inicial de remoção de moradores teve que ser mudado. O
governo do estado diz que todas as famílias do Bairro da Água Fria
serão removidas até 2014.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
[Brasil] Okupação libertária em Campinas ameaçada de despejo
[A
seguir reproduzimos um comunicado do Squat Timothy Leary, de Campinas
(SP), que está ameaçado de sofrer uma reintegração de posse.]
C o m u n i c a d o:
Saudações a todxs!
É com grande peso no koração que repassamos a todxs a seguinte notícia:
Este
final de semana, 02/06, fomos avisados, pelo advogado que nos acompanha
desde o terceiro mês de okupação, que o imóvel do Squat Timothy Leary
foi vendido a uma construtora. Até então não havia confirmação, podia se
tratar de rumores. Ainda não notificados com qualquer ordem judicial de
reintegração de posse, acreditamos que temos um tempo por conta dos
trâmites burocráticos jurídicos.
O
squat completará 1 ano de resistência e persistência kotidiana no dia 6
de julho. Durante o decorrer desse período recebemos a visita de muitxs
companheirxs - da Flor do Asfalto, do Korr-Cell, do Guamirim, A1
fortalecendo os laços de solidariedade e apoio mútuo, trocando
experiências e práticas libertárias. Estreitamos relação com
autonomistas da Colômbia e do Peru. Dialogamos e somamos com diversos
coletivos de Campinas e região. A relação com a comunidade tem
gradualmente se tornado mais harmoniosa.
Resistimos
a um atake brutal e violento por parte dxs mantenedorxs da ordem
burguesa em clara demonstração de terrorismo de Estado. Sofremos com a
ofensiva de grupos paramilitares vinculados à doutrina
integralista-linearista, tradicionalmente presente na cidade. Tivemos
problemas com organização interna o que nos rendeu a suspensão
temporária de atividades. Muitxs saíram, outrxs entraram, mas as
lembranças positivas de cada umx permanecem.
Diante
da incerteza e efemeridade do espaço, convidamos coletivos,
organizações, grupos e individualidades autônomxs para konstrução
koletiva e intensificação das atividades nesses momentos finais.
“A todxs que embatem seus rebeldes e valentes korações contra a ordem do poder e sua realidade opressora” - Flor do Asfalto
Conflito e ruptura, Okupa e resiste!
Squat Timothy Leary
Contato: okupaleary@riseup.net
agência de notícias anarquistas-ana
ponte é um pássaro
de certeiro vôo: sua sombra
perdura na lembrança.
Thiago de Mello
quarta-feira, 23 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
[EUA] Mumia Abu-Jamal ao vivo da prisão em seu aniversário de 58 anos
[Durante
o protesto pela libertação de Mumia Abu-Jamal do lado de fora do
Departamento de Justiça em Washington, DC, no último dia 24 de abril,
foram lidas pelo menos duas mensagens dele e também de vários outros
presos políticos. A seguir reproduzimos umas das falas de Mumia na
passagem do seu aniversário de 58 anos.]
Queridos irmãos e irmãs,
Com
o passar dos anos, havia me esquecido de meu aniversário, e só o
recordava quando minha mãe, minha esposa, minhas filhas e filhos me
enviavam um cartão. É que no corredor da morte cada dia é como qualquer
outro. E passar um dia com vida é a única forma de saber que não está
morto. Custou anos de trabalho duro fazer do meu aniversário o que é
hoje em dia - parte de um movimento, graças a todos vocês e ao Comitê
Internacional de Familiares e Amigos de Mumia Abu-Jamal (ICFFMAJ, sua
sigla em inglês).
Agradeço a todas e a todos por sair às ruas hoje. Não importa se há 10 pessoas aí, ou 100, 200, ou muitas mais.
Nos
reunimos aqui hoje porque queremos justiça, e para usar as palavras do
velho Partido Pantera Negra: Queremos liberdade. Queremos a abolição da
pena de morte e a abolição do castigo de isolamento prolongado. Queremos
o desencarceramento e a destruição do complexo carcerário massivo.
Estados
Unidos é a prisão do mundo. E se pensarem bem, os EUA aprisionam uma
quantidade desconhecida e incontável de pessoas em prisões em toda parte
do mundo - locais obscuros onde os seres humanos vivem em silêncio, a
tortura, a morte. É o mesmo país que sabe que seus tribunais são
injustos, mas não faz nada para mudar a situação.
Aqui
neste país, um juiz disse: "Vou lhes ajudar a fritar esse preto". Falou
na presença de uma estenografa do tribunal, que relatou isso sob
juramento. Uma empregada do tribunal. E nenhum tribunal nos Estados
Unidos jamais condenou isto. É o mesmo juiz que disse em julgamento
aberto: "A justiça é apenas um sentimento emocional”. Repito: A justiça é
apenas um sentimento emocional. Proferiu o juiz Sabo em minhas
audiências de 1995. E com respeito à seleção dos integrantes do júri, o
tribunal usou todos os velhos truques para evitar o cumprimento de seus
próprios pareceres. Nunca questionaram a retirada de negros qualificados
do grupo de candidatos a júri.
Os
casos jurídicos dizem uma coisa, enquanto os tribunais dizem outra. Ou,
como em meu caso, o tribunal inventou novas regras para justificar sua
negativa a ordenar um novo julgamento.
Nisto não estou sozinho. Fizeram o mesmo em um caso chamado Commonwealth versus Robert Cook. E a Suprema Corte estatal da Pensilvânia fez o mesmo em um caso chamado Commonwealth
versus Willie Sneed. Sob o caso Batson de 1986, estes homens deveriam
ter tido um novo julgamento há muitos anos. Mas permanecem no corredor
da morte.
Não se esqueçam dos homens e mulheres no corredor da morte. Sigam lutando para abolir a pena capital.
Atualmente,
há uma nova proposta para abolir a pena de morte na Califórnia. Ali há
[723] pessoas no corredor da morte, mais do que em qualquer outro estado
do país. Se os eleitores aprovarem o referendo, este será um símbolo
poderoso de abolição.
Então
não só os agradeço, mas lhes incentivo que sigam com a transformação
desta nação carcerária. Lhes incentivo a transformar o complexo
industrial carcerário. Me sinto orgulhoso de fazer parte deste movimento
e estou orgulhoso de cada um de vocês.
Nos movamos! Viva John África!
Libertem os 9 do MOVE!
E libertem a nação encarcerada!
Da nação encarcerada, sou seu irmão - ah!, em seu aniversário, Mumia Abu-Jamal
Esta mensagem pode ser ouvida no seguinte vídeo e em vários outros que estão saindo:
Tradução > Marina Knup
agência de notícias anarquistas-ana
Maré outonal.
As ondas quebram na areia
Bem devagarinho.
Benedita Silva de Azevedo
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