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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

VARIAÇÃO NO PREÇO DOS MEDICAMENTOS VENDIDOS NO MERCADO

Custo de medicamento genérico 


varia quase 800% na Baixada 


Santista


Débora Pedroso e Simone Queirós 
N/A
Em SV, medicamento chega a ter diferença de 770%
O preço de medicamentos genéricos pode variar até quase 800% na região. O dado foi divulgado ontem pela Fundação Procon com base em uma pesquisa realizada em fevereiro. Os técnicos do órgão encontraram nas prateleiras de farmácias de São Vicente o remédio Losartana Potássica por valores que variam entre R$ 2,68 e R$ 23,34 (770%).

O levantamento foi feito em seis estabelecimentos, onde houve a identificação do custo de 56 fármacos: 27 genéricos e 29 de referência. No último caso, a maior diferença entre os preços está no antibiótico Amoxil (Amoxicilina), do laboratório Glaxosmithkline.

Com o maior preço a R$ 52,81 e o menor a R$ 14,67, a compra da caixa com 21 cápsulas de 500 miligramas mais barata representa economia de 260%.

“É uma ferramenta para o consumidor e mostra que ele deve fazer uma pesquisa antes de comprar”, alerta o coordenador do Núcleo Regional do Procon Santos, Wesley de Mendonça Rodrigues. O levantamento também aconteceu nas cidades de Santos e Guarujá.

Diferenças

Parece que pesquisar é a saída. Em Guarujá, a economia chega a 341,21% para a compra do genérico da Losartana Potássica. Enquanto em uma farmácia os 30 comprimidos de 50 miligramas custavam R$ 5,29, em outra estavam por R$ 23,34. Ou seja: na primeira era possível comprar quase cinco caixas com o valor que seria gasto na segunda.

No levantamento entre os medicamentos de referência, a maior variação no custo ficou para o creme dermatológico Dexason (Acetato de Dexametasona) do laboratório Teuto, com 98,17%. O item custava R$ 4,92 em uma drogaria e R$ 9,75 em outra. Ou seja: pague dois, leve um.

Já em Santos, a maior diferença de preço está no genérico Albendazol, com 379%. Os preços variam de R$ 3,88 a R$ 0,81.

O analgésico Neosaldina apresentou custou entre R$ 13,80 a R$ 10,80. O percentual de 27% de economia na compra do produto foi o maior apontado entre os fármacos de referência (veja tabela com dados e nomes dos estabelecimentos).
N/A
Metodologia

Na região, a pesquisa aconteceu nos dias 17, 18 e 19 de fevereiro. Nos três municípios visitados, o levantamento da Fundação Procon incluiu aproximadamente 60 medicamentos entre genéricos e de referência.

Conforme o estudo, em Santos, a Drogasil é a mais econômica com menor preço em 24 dos 51 dos medicamentos encontrados.

A Drogaria Extra em São Vicente tinha 48 produtos com menor preço e despontou como a mais econômica na pesquisa na Cidade.

Em Guarujá, o estabelecimento com o maior percentual de preços menores ou iguais aos médios foi o Pague Menos, com 32 itens nessa condição, de um total de 50 encontrados.

O estudo não levou em consideração os remédios na lista do Programa Farmácia Popular, do Governo Federal.

Defesa

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista dos Produtos Farmacêuticos de São Paulo (Sincofarma-SP), Natanael Aguiar Costa, os dados apurados representam o reflexo de promoções no setor.“Às vezes o medicamento está para vencer em seis meses e o comerciante baixa significativamente o preço, pois é melhor vender por pouco a perder o produto”.

Por isso, uma das dicas do Procon é que o consumidor observe sempre o prazo de validade do medicamento na hora da compra.

fonte: http://www.atribuna.com.br/mobile/cidades/custo-de-medicamento-gen%C3%A9rico-varia-quase-800-na-baixada-santista-1.370500

terça-feira, 30 de setembro de 2014

DESABAFO DO VERGARA


GUARUJÁ, A CIDADE QUE A CORRUPÇÃO NÃO ENTRA EM GREVE!

por Manoel Inconfidente Vergara 
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Bom dia, meus poucos leitores. É verdade, a nova onda agora no Governo e nos bastidores políticos da Igreja Universal (leia-se PRB), é pregar que o Vergara está caidinho, ninguém mais o lê. Afinal e dai? Comecei com apenas um leitor e provavelmente acabarei com um. Será? Claro que não! Quem escreve a verdade, não merece castigo e, calar, esconder, omitir o Blogueiro da imprensa e TV, tá custando uma nota aos cofres públicos que acabam mandando a conta para a população é claro.
A população acordou sem transporte público, nenhuma novidade, afinal quando tivemos um transporte público de qualidade? O final da história é simples, a população pagará a conta, a tarifa de ônibus irá subir, o proprietário da empresa ficará feliz, já que vem reivindicando isso há meses, o sindicato e os sindicalistas vão ganhar uma graninha e a Prefeita de Guarujá vai fazer o papel de coitadinha, ir a televisão e chorar…..
Nada pude fazer, afirmará à nossa Lana Turner Guarujaense. A Prefeita de Guarujá não fará o devido sucesso como a antecessora, mas o papel de vilã no governo está perfeito. Vejam a situação das UPAS no final de semana, São João fechada sem médicos, Boa Esperança com apenas um médico e o Pam da Rodoviária como sempre, um Pânico.
E a USAFA Gentil Nunes Neto no Jardim Conceiçãozinha quando vai abrir ao público? Será que estão esperando o nosso Gentil Nunes passar desta para uma melhor para homenagear também o ex-vice prefeito de Guarujá, Comunista de carteirinha da Ilha de Santo Amaro?
Pois é, mas fazem um seis anos que não assisto a Câmara Municipal, Emissoras de Televisão e Jornais da cidade falarem e fiscalizarem absolutamente nada da Translitoral, campeã em denuncias no Ministério Público por descaso e outras “coisitas mas“…..Tenho certeza que deve ser devido ao “SEU PINGO”, aquele senhor que todo mundo gosta que trabalha lá na Translitoral e goza de tanto respeito e consideração dos políticos e jornalistas na cidade!
Bom, vamos aguardar o final da greve, mas a Prefeita de Guarujá já está reunida em seu gabinete com o G “alguma coisa”, parece até os filmes do James Bond, ela vai resolver o problema, aparecerá no jornal da TV Tribuna acenando as mãozinhas com rigor e vai declarar: “O Governo para combater a greve vai lançara o “Programa Shineray”, vamos mandar um projeto à Câmara de Guarujá para beneficiar os portadores de Ciclomotores de 49CC, que não precisam licenciar os ciclomotores, não precisam de habilitação, não param nos semáforos da cidade, andam pelas ciclovias e infernizam a vida dos motoristas diariamente pelas ruas da cidade.
Vou deixar aqui minha sugestão, tem um ônibus famoso lá na frente da Delegacia Sede que deve quebrar o galho, ou, basta pegar alguns do milionário contrato da Yellow Tour, que pelas contas de um perito e especialista, precisaria ser mais ou menos a Frota da Translitoral para justificar o contrato de quase 13 milhões……
O Ministério da Vergonha Alheia adverte: “Ler Os Inconfidentes, faz mal para o coração, causa pressão alta, aumenta a indignação e adoece pessoas honestas!” 

fonte: https://tiradentesguaru.wordpress.com/category/guaruja

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

AGRONEGÓCIO X MEIO AMBIENTE

20/07/2006 - 16:02

Desmatamento e poluição seguem o rastro do agronegócio

Degradação ambiental e concentração fundiária acompanham o avanço da agricultura empresarial no país. Prejuízos causados ao Pantanal, Cerrado e Amazônia são a face mais conhecida dos danos que também atingem camponeses e populações tradicionais
Por Fabiana Vezzali | Categoria(s): Notícias
O agronegócio avança na trilha do desmatamento e da superexploração do meio ambiente. No lugar da floresta, grandes pastos para receber gado, lavouras de soja e algodão. E o que restou de árvores que alimentaram madeireiras e carvoarias ou que serviram de insumo para a construção civil das grandes cidades. Esse é o alto preço que paga o país por apostar na grande propriedade rural como alavanca para o desenvolvimento econômico. As ameaças ao Pantanal, Cerrado e Amazônia são apenas a face mais conhecida da destruição ambiental provocada também por grandes projetos de infra-estrutura que obedecem às demandas da indústria e da agricultura exportadora.
"O projeto de assentamento agroextrativista de Nova Ipixuna, no Pará, é a única área verde da cidade. Moram lá 350 famílias e vivemos da extração da castanha-do-pará, açaí, cupuaçu, andiroba, copaíba. O problema é que o assentamento está rodeado de serrarias e carvoarias. As castanheiras, a qualquer hora do dia ou da noite, são levadas do projeto. Os madeireiros oferecem dinheiro a alguns agricultores para eles derrubarem a mata além do permitido. Os carvoeiros se oferecem para comprar a área, para derrubar as árvores e fazer roça. Fico muito triste quando encontro essas pessoas lá dentro", conta Maria do Espírito Santo da Silva, integrante do Conselho Nacional dos Seringueiros e moradora do assentamento de 23,58 mil hectares, criado há nove anos.
Sítio em Sapucaia (PA): árvores que alimentam madeireiras e carvoarias (Fotos Leonardo Sakamoto)

















A extração ilegal de madeira para fornecer às siderúrgicas, produtoras de ferro-gusa, também preocupa os agricultores da região de Carajás. Além de testemunhar a plantação de eucaliptos em grandes propriedades alterando a paisagem, Nilton Fernandes da Silva, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marabá, também vê a mata nativa das pequenas propriedades sendo derrubada e vendida às carvoeiras. O carvão vegetal é utilizado na fabricação de ferro-gusa, matéria-prima do aço.
"A maior fonte para a produção de carvão está nas pequenas propriedades. Os agricultores vendem a madeira muito barata. Mas hoje nem se compra a madeira, já se instala o forno na pequena propriedade mesmo." Além de alertar para a exploração de trabalho escravo nas carvoarias, Nilton afirma que as empresas também financiam o plantio de eucalipto pelos pequenos proprietários. "Para nós, essa é uma ofensiva que vai atender ao grande negócio. Aqui, as grandes propriedades das empresas têm 20, 50 mil hectares. Depois que a mata se acaba, se o pequeno produtor não tiver plantação, não tem como sobreviver."
A agricultura empresarial depende da exploração de grandes extensões de terra. E o termo agronegócio – utilizado para modernizar a imagem do latifúndio – não esconde que, por onde a atividade avança, crescem a degradação ambiental e a concentração fundiária. "O agronegócio também é insustentável do ponto de vista social porque expulsa os pequenos agricultores do local", afirma Sergio Schlesinger, do Fórum Brasileiro de Organizações Não-governamentais (Fbons).
A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e a Associação Brasileira de Agribusiness (Abag) foram contatadas para falar sobre o tema, mas não se manifestaram até o fechamento desta reportagem.
Redução de danos

O Ministério do Meio Ambiente tem apostado que é possível conciliar o crescimento econômico do país com a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais. Tarefa que impõe um grande desafio, uma vez que a exportação de produtos agrícolas cultivados por grandes propriedades rurais sustenta a política econômica do governo federal, dependente de superávits na balança comercial. Enquanto o Ministério da Agricultura, porta-voz dos interesses do agronegócio, estima que quase 90 milhões de hectares de terras férteis ainda podem ser explorados no país, a pasta de Marina Silva direciona suas forças para projetos que diminuam os danos causados à biodiversidade brasileira.
"Quando a agricultura cresce ocupando espaços já degradados, causa um menor impacto. Mas quando avança sobre novas áreas de floresta, o prejuízo ambiental é maior. Uma política para região de florestas tem que provocar o uso intensivo das áreas já ‘abertas' e, ao mesmo tempo, manter a floresta que já existe. Os principais problemas trazidos pelo agronegócio são o uso de agrotóxicos, a conversão de florestas para desmatamento, e avanços sobre área de reserva legal", avalia o diretor do Serviço Florestal Brasileiro do Ministério do Meio Ambiente, Tasso de Azevedo.
Na opinião de Azevedo, a principal arma contra a destruição das florestas é a regularização fundiária, que concede direito de uso e posse da terra e, ao mesmo tempo, arrecada as áreas públicas ocupadas por grileiros (pessoas que falsificam documentos para justificar a posse da terra). "Para combater o desmatamento, tem que trabalhar também com o ordenamento fundiário, pensar a infra-estrutura do país de maneira que seja ambientalmente adequada e fomentar práticas sustentáveis da agricultura e da exploração da floresta. Só monitoramento e fiscalização não resolvem o problema".
 
Áreas de babaçuais, na região de transição para a Amazônia, estão sendo devastadas, inclusive em áreas de conservação (Foto: André Campos)








Articulado com a política ambiental, o Ministério de Desenvolvimento Agrário definiu que a política de regularização fundiária deverá começar pela região Norte do país, principalmente pelos estados de Roraima, Pará e Amazonas. A ação já estava prevista desde 2003, mas o governo afirma que só agora o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tem estrutura para iniciar o trabalho. "A nova lei permite a regularização da posse de até 500 hectares de terras na Amazônia Legal. Não é verdade que o governo não comprou briga com o latifúndio. No Pará, por exemplo, vivemos uma disputa pelo que chamo de padrão de ocupação. Junto com o Ministério de Meio Ambiente temos atuado para criação de Unidades de Conservação, reservas extrativistas. Estamos disputando a ocupação do oeste do Pará para não repetir o que aconteceu no sul do Estado", justifica o secretário-executivo do ministério, Caio França.
Essa região, que abrange municípios como Marabá, Santana do Araguaia e Xinguara, ainda sente os sintomas de uma colonização incentivada pelo Estado brasileiro durante a ditadura militar que beneficiou os grandes empreendimentos do Centro-Sul e de fora do país. Ficaram do lado de fora a população indígena, as comunidades tradicionais e os pequenos produtores que, pelo o que tem sido observado, possuem maior capacidade de preservar o meio ambiente em comparação ao latifúndio.
Contudo, a pressão gerada pelo crescimento dos negócios extrativistas ou agropecuários tem alterado a realidade econômica dessas regiões e nem todos os assentamentos rurais na Amazônia conseguem preservar suas próprias áreas. Segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), até o ano de 2002 havia 1.354 assentamentos, ocupando mais de 231 mil quilômetros quadrados e onde moram mais de 200 mil famílias. "Cerca de 106 mil quilômetros quadrados (49% da área dos assentamentos mapeados) foram desmatados até 2004, representando 15% do desmatamento da Amazônia", indica levantamento realizado pelo Imazon. Esses assentamentos estão localizados ao longo das rodovias e na região do Arco do Desmatamento (partes dos territórios de Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Pará e Maranhão).
A organizações ambientalistas criticam a opção estatal de privilegiar a criação de assentamentos na região Norte do país, sem levar em conta o impacto ambiental que isso tem gerado. Mais de 80% dos assentamentos foram criados a partir de 1995, mas a política de levar "homens sem terra para uma terra sem homens", respaldada pelo regime militar, é antiga, discursada do Juscelino Kubitschek e por Getúlio Vargas. Como já discutimos nas reportagens anteriores deste especial, essa mão-de-obra tem servido ao interesse dos grandes empreendimentos.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário reconhece que a dificuldade em desapropriar terras em outras regiões do país para fins de reforma agrária leva à concentração dos assentamentos em terras públicas na região Norte. Mas argumenta que essas ações fazem parte de uma política mais ampla de combate à grilagem de terras. "Junto com o Ministério do Meio Ambiente, criamos os assentamentos florestais, os Projetos de Desenvolvimento Sustentável. Mas a região também é nossa prioridade política por causa do cenário de violência e conflito no campo", defende Caio França.
Moradora de um projeto agroextrativista de Nova Ipixuna, Maria do Espírito Santo, conta que recebe sempre ameaças por denunciar a retirada ilegal de árvores do assentamento, localizado a cerca de 100 quilômetros de Marabá. "No começo, havia apenas uma entrada no projeto. Agora são quatro estradas vicinais e fica difícil para a gente fiscalizar o que acontece. Então, eles vão invadindo e vão levando. Na estrada, a gente vê um monte de tijolo e já sabe que é pra fazer fornos para o carvão. Se existe fiscalização? A situação do Ibama é constrangedora. Quando eles saem de Marabá, os madeireiros já desaparecem daqui."
É forte a resistência das populações tradicionais na luta para preservar a floresta. Mas as ações do poder público parecem chegar tarde e serem frágeis frente ao poder de atividades econômicas que já alteraram profundamente a paisagem brasileira.
Derrubando árvoresEntre 2004 e 2005, foram desmatados cerca de 19 mil quilômetros quadrados na região amazônica. O campeão de desmatamento foi o Estado do Mato Grosso, com quase 7 mil quilômetros quadrados de floresta derrubada, seguido pelo Pará, com cerca de 6 mil quilômetros quadrados. São números menores do que os índices apresentados em 2004, quando nada menos que 27 mil quilômetros quadrados de floresta haviam sido destruídos. Mas os pequenos agricultores, indígenas, seringueiros, pescadores e ribeirinhos não têm motivos para respirar aliviados.
As árvores derrubadas são parte de uma história que começou nos anos 70, com a expansão das fronteiras agrícolas. A entrada da agricultura empresarial na região da Amazônia Legal alterou radicalmente o uso que os povos indígenas e as populações locais faziam da terra, basicamente a agricultura de subsistência e extrativismo. Quando a soja chegou nos anos 80 à região, boa parte da cobertura vegetal já havia cedido espaço à pecuária extensiva.
No ciclo da expansão agrícola, a criação de gado abre fronteiras, amansa e regulariza a terra e depois cede espaço às monoculturas, para depois avançar sobre outras áreas da floresta. Segundo o Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE), partindo do Sudeste do Mato Grosso, a soja alcançou nos anos 90 a região Norte do Estado e seguiu em direção à rodovia Cuiabá-Santarém (BR-163). Nesta região está, por exemplo, o município de Sorriso que é responsável atualmente por mais de 10% da produção nacional de soja. No caminho, outros municípios cresceram rapidamente sob a influência do agronegócio, como a região de Rondonópolis, onde se consolidou o cultivo de soja e milho. Quando conquistou o Pará, incentivada por benefícios concedidos pelo governo estadual, a soja já dominava as lavouras nos cerrados de Mato Grosso, Tocantins, Sul do Maranhão e Piauí.
Engana-se, porém, quem imagina que a abertura de novas fronteiras agrícolas está próxima de seu fim. Em 2002, o IBGE fez o primeiro levantamento sobre o meio ambiente nos municípios brasileiros e revelou que a região de cerrado na porção Oeste da Bahia já está ameaçada pelo desmatamento. "Muitos gestores municipais indicaram queimadas e desmatamento alterando a qualidade de vida e a paisagem. Pode estar se repetindo aí a expansão agropecuária que já substituiu por enormes plantações de soja grande parte dos cerrados outrora existentes no Brasil Central", indica a pesquisa.
Cruzando a floresta

A política do regime militar de povoar a Amazônia, como se aquela fosse faixa de terra sem habitantes, também atraiu com incentivos fiscais grandes empresas e interessados em ocupar as terras públicas – prato cheio para grilagem de terras e estabelecimento de latifúndios.
A abertura de estradas que ligassem essa região ao resto do país agiu para o deslocamento de mão-de-obra barata e o escoamento da produção. Passaram a cruzar a floresta rodovias que ligavam Brasília a Cuiabá e Porto Velho, a Transamazônica, e a Cuiabá-Santarém, por exemplo. E, seguindo o mesmo caminho das estradas, mais desmatamento. O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia afirma que a relação entre a degradação ambiental e a construção de estradas é clara. "Três quartos dos desmatamentos entre 1978 e 1994 ocorreram dentro de uma faixa de 100 quilômetros de largura ao longo das rodovias (50 quilômetros para cada lado) pavimentadas da região. Entre 33 e 55 % das florestas que estavam dentro desta faixa foram desmatadas até o ano 1991", aponta.
Em 2004, quando o asfaltamento da rodovia Cuiabá-Santarém foi anunciado como uma das obras prioritárias do governo federal, o Ministério do Meio Ambiente apressou-se em elaborar, em conjunto com a sociedade, um plano de ações para os 71 municípios na região. A justificativa para concluir a pavimentação da BR-163 é criar um corredor de exportação através do rio Amazonas para escoar soja, madeira, arroz e gado ao porto de Santarém. O plano do governo chamado "BR-163 Sustentável" prevê regularização fundiária da área, criação de unidades de conservação, incentivo a projetos de geração de emprego e manejo florestal.
"Estamos planejando a construção de uma rodovia de forma diferente. Quando você está planejando o asfaltamento de uma rodovia, é muito importante pensar no entorno dela. Se você só pensa no caminho por onde ela vai passar, o entorno tem destinos trágicos, como já vimos em alguns lugares. Antes de começar a pensar esse projeto, em 2002, o desmatamento havia crescido 500% na região da BR-163 no Estado do Pará, mas no ano passado o desmatamento foi próximo de zero", comemora Tasso de Azevedo.
O integrante da Fbons, Sergio Schlesinger, considera que os planos são importantes, mas não conseguem impedir a degradação ambiental provocada pelas estradas. "A área ao longo da rodovia é valorizada e existe uma pressão enorme dos proprietários de terra para ocupá-la. O governo não tem estrutura para evitar o desmatamento porque falta fiscalização, por exemplo".
Pecuária orgânica no Pantanal é alternativa para reduzir danos ao meio ambiente

Vizinhos ameaçados



Entre os biomas mais ameaçados do mundo, já é conhecida a degradação causada no Cerrado pela pecuária e lavouras mecanizadas de soja e algodão. Dos mais de 2 milhões de quilômetros quadrados originais de vegetação nativa, restam apenas 20%. Pouco se diz, porém, que a destruição do Cerrado também atinge oPantanal – declarado patrimônio nacional pela Constituição brasileira.
"Os principais rios do Pantanal nascem nas chapadas do bioma vizinho que tem problemas ambientais associados à intensa produção agrícola que se desenvolve na região", denuncia o relatório da organização Conservação Internacional. O estudo também afirma que até 2004 quase 45% da área da Bacia do Alto Paraguai e do Pantanal teve sua vegetação original completamente descaracterizada. Em geral, a derrubada da mata beneficia pecuaristas – interessados em aumentar as áreas de pasto – e as carvoarias que utilizam a madeira.
Dos projetos "desenvolvimentistas" anunciados para a região do Pantanal, causou grande polêmica a tentativa do governo do Mato Grosso do Sul de construir usinas de álcool na bacia do Alto Paraguai. O projeto foi condenado pelo Ministério do Meio Ambiente que considerou prejudicial a implantação de empreendimentos ligados à lavoura de cana-de-açúcar próximos à região pantaneira. Na época, organizações da sociedade civil avaliaram que seria grande o risco de contaminação de rios pelo subproduto da cana, o vinhoto, além do aumento das queimadas e do uso de herbicidas. A mobilização social e a trágica morte do ambientalista Francisco Anselmo Gomes de Barros, que se suicidou no ano passado, após atear fogo ao próprio corpo durante um protesto, aparentemente forçaram o governo estadual a desistir da idéia.
 Ao mesmotempo, é também no Pantanal que cresce o projeto de incentivo à pecuária orgânica – uma alternativa sustentável para a atividade econômica historicamente presente na região. Na pecuária orgânica a adubação é feita sem agrotóxicos e não se pode utilizar a queimada para renovar o pasto, por exemplo. A carne produzida de dessa forma alcança um maior valor, comprada por consumidores que buscam produtos ambientalmente responsáveis.
No comportamento de consumo da sociedade reside uma das maiores armas para enfrentar o problema. Apesar de incipiente no Brasil, esse comportamento já é representativo em países europeus, causando prejuízos a marcas conhecidas.
Os crimes ambientais não se reduzem a ameaças contra a preservação de florestas, rios ou animais. Estão freqüentemente acompanhados de atos de violência contra moradores, sindicalistas, trabalhadores rurais, indígenas, ou ativistas. Para aqueles que tentam resistir à ofensiva dos tratores e serras-elétricas, as ações do Estado parecem chegar tarde mais. Esse é o tema da próxima reportagem deste especial.
FONTE:  http://reporterbrasil.org.br/2006/07/desmatamento-e-poluicao-seguem-o-rastro-do-agronegocio/

Agronegócios - o Brasil como protagonista mundial.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

COLGATE COMERCIALIZA PRODUTOS COM POTENCIAL CANCERÍGENO?


Um produto químico que tem sido associado com o crescimento celular do câncer vem sendo utilizado por milhões de pessoas diariamente, em suas pastas de dente.

A empresa por trás do problema, a Colgate, insiste que o triclosan usado para evitar a doença da gengiva é seguro, já que o creme dental Total foi aprovado em 1997 pela Food and Drug Administration.

Mas os documentos toxicológicos utilizados pelo FDA para aprovar o creme dental só foram liberados no início deste ano depois de um Freedom of Information Act (Ato de Liberdade de Informação), por uma ação judicial realizada no ano passado - e revelou que a agência tomou como base uma ciência apoiada e patrocinada pela empresa para chegar a sua conclusão. Os dados foram revelados pela Bloomberg News.

O relatório de 35 páginas revela que a FDA tinha a preocupação de que o triclosan pudesse aumentar o risco de câncer - mas a Colgate rebatia, dizendo que a substância era apenas problemática em grandes doses.

Mas as evidências disponíveis na época, bem como os estudos mais recentes, mostram que há, de fato preocupações com o produto químico - incluindo partos prematuros e ossos subdesenvolvidos em animais.

As páginas recentemente lançadas, em adjunto a novas pesquisas sobre o triclosan, levantam questões sobre se a agência fez a devida diligência na aprovação total, há 17 anos”, disseram cientistas a Bloomberg.

Em 2010, um estudo relacionou o triclosan, que tem sido comumente usado para reduzir a contaminação de bactérias, a redução da fertilidade em camundongos. Já um estudo de 2013 ligou-o a redução da produção de espermatozoides também nestes animais.

E um estudo de 2003 revelou a presença do triclosan na urina de 75% dos 2.517 norte-americanos - incluindo as crianças - que foram testados pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

Apesar das evidências - incluindo páginas no relatório mostrando como testes encontraram má formações ósseas fetais em ratos e camundongos - a Colgate considera os resultados irrelevantes porque eles foram conduzidos em animais.

"Criamos um sistema no qual testamos esses produtos químicos com a população humana”, disse o cientista Thomas Zoeller em entrevista aoBloomberg. "Eu endosso a ideia de que eles são todos seguros. Mas quando temos estudos em animais que sugerem o contrário, eu acho que nós estamos assumindo um risco enorme”, comentou.



Ainda assim, a Colgate disse que as 35 páginas não provam que o produto químico é prejudicial aos seres humanos e disse que a sua segurança está provada por mais de 80 estudos clínicos realizados em 19.000 pessoas.

"Nos quase 18 anos que Colgate Total tem estado presente no mercado do EUA, não houve nenhum sinal de problemas de segurança a partir de relatórios de eventos adversos” disse o porta-voz da empresa, Thomas DiPiazza.

Ele acrescentou que, embora a FDA tenha se preocupado com a carcinogenicidade da química, um estudo realizado em 1997 constatou que ela não representa um risco de câncer para os seres humanos.

A Colgate revelou que não tem planos para reformular o creme dental Total.

A FDA disse em seu site que o risco do triclosan em humanos é “desconhecido” – mas, os resultados encontrados em animais deu-lhes uma razão suficiente para executar outros testes.
Reguladores de medicamentos estão agora revendo os perigos do produto químico, mas eles só vão voltar a verificar a aprovação da Total, se encontrarem um motivo suficientemente relevante.

Em um sinal da preocupação com a substância em questão, os legisladores de Minnesota proibiram a substância, em maio. Avon e Johnson & Johnson também anunciaram planos de cortar a substância de seus produtos.

Em 2010, a União Europeia proibiu o triclosan em materiais que entram em contato com alimentos.

Qualquer acusação precipitada sem provas pode ser perigosa, por isso é necessário que os estudos continuem, para descobrir se realmente o uso de triclosan em produtos bucais pode significar um risco futuro.
Fonte: DailyMail Foto: Reprodução / Divulgação e Lekpravda


Colgate

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Enxaguante bucal Colgate Plax
Creme dental Colgate
Colgate (sub-marca da Colgate-Palmolive) é uma linha de produtos de higiene oral e saúde bucal, de cremes dentaisescovas de dentesenxaguatórios bucais e fio dental. É a marca líder de creme dental, que ajuda a prevenir problemas como cáriestártarogengiviteplaca bacteriana, manchas, gengivas frágeis, mau hálito e esmalte fraco, principalmente. É vendido em lojas de departamento, farmácias e pequenas negócios em mais de 200 países em todo o mundo.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1806William Colgate, fundador da Colgate-Palmolive, lançou o tubo de creme dental, que revolucionou a maneira de vender tal produto e até o momento a venda era feita em pó ou em frascos. Desde então e até hoje, tem desenvolvido diversas variantes de creme dental Colgate, a fim de atender às necessidades de higiene bucal das pessoas, contribuindo para a melhoria da higiene oral.
Colgate Ribbon Dental Cream foi o primeiro creme dental em um tubo flexível, introduzido em 1896, quando tinha anteriormente sido vendido em frascos de vidro desde 1873.1
fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Colgate



Autoridade do medicamento diz, no entanto, estar atenta ao mercado dos produtos cosméticos

O Infarmed diz não ter conhecimento de que a pasta Colgate Total contenha triclosan em quantidade superior à percentagem máxima definida na legislação europeia. O alerta de que o dentífrico continha uma substância que pode ser cancerígena surgiu após uma investigação da agência de notícias Bloomberg News que descobriu um relatório das autoridades americanas questionando a segurança desta pasta de dentes. A publicação da notícia levou já a Colgate americana a assegurar que não existe perigo para os consumidores. O Infarmed foi ontem confrontado pelo i, mas só reagiu há poucos minutos garantindo que “utilização [do triclosan] é permitida e segura desde que se observem as imposições da legislação europeia relativamente a esta classe de produtos.”

Fonte oficial adiantou ainda que “a legislação europeia relativa aos produtos cosméticos especifica uma concentração máxima de 0,3% em relação à utilização de triclosan como conservante.” Uma concentração que “é considerada segura pelo Comité da Segurança dos Consumidores da Comissão Europeia em pastas dentífricas, sabonetes de mãos, sabonetes corporais/geles de banho, desodorizantes, pós faciais e cremes correctores.”

Concentração de 0,3% é o máximo permitido Depois de o regulador do medicamento dos Estados Unidos ter admitido que está a rever quais as consequências do triclosan para a saúde, o Infarmed disse hoje não ter informação de que motivos para alarme. A posição da autoridade nacional do medicamento baseia-se no facto de ainda não ter sido recebido qualquer alerta formal de que a pasta Colgate Total tenha uma percentagem de triclosan superior ao permitido na Europa.

“Até à data não foi recepcionado no INFARMED I.P., através do Sistema Comunitário de Troca Rápida de Informações (Sistema Rapex), qualquer alerta formal sobre a existência de produtos da marca Colgate Total com concentrações superiores de triclosan ao permitido legalmente”, lê-se no comunicado.

O Infarmed conclui dizendo que se irá manter atento a esta matéria, dando “continuidade ao processo de fiscalização do mercado dos Produtos Cosméticos”.

fonte: http://www.ionline.pt/artigos/portugal/infarmed-diz-nao-ter-recebido-alerta-sobre-uma-concentracao-excessiva-triclosan-na

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Triclosan: Substância no Sabonete pode Danificar Músculos, Causar Alergia e Problemas Hormonais
Pesquisadores da Universidade da Califórnia e do Colorado, nos EUA, apontam que um produto químico bactericida usado em alguns tipos de sabonetes, pastas de dente, enxaguantes bucais, desodorantes e detergentes pode comprometer a função muscular. Pesquisa nos EUA foi feita apenas com animais, como peixes e roedores.
O estudo analisou o comportamento de peixes e camundongos em relação à substância triclosan. Foram aplicadas doses semelhantes às que as pessoas usam no dia a dia.
Os resultados aparecem na edição desta semana da revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS).

Segundo os autores, o composto – no mercado há mais de 40 anos – impede contrações musculares, o que diminuiu a velocidade do nado nos peixes e a força dos roedores avaliados. O triclosan atinge as fibras musculares esqueléticas e células cardíacas, o que poderia pôr em risco a sobrevivência dos animais, no caso de um predador aparecer.
O professor Isaac Pessah, do Departamento de Biociências Moleculares na Escola de Medicina Veterinária em Davis, que pertence à Universidade da Califórnia, diz que o triclosan é encontrado na casa de quase todas as pessoas e pode ser um motivo de preocupação para a saúde humana e o meio ambiente.

Além dos produtos de higiene e limpeza já citados, a substância compõe a fórmula de roupas, roupas de cama, tapetes, brinquedos e sacos de lixo.

A Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) dos EUA estimou, em 1998, que mais de mil toneladas de triclosan eram produzidas anualmente no país. Os resíduos do produto podem ser detectados em rios e mares, no organismo de animais aquáticos (como peixes e golfinhos), e no sangue, urina e leite materno de seres humanos.
Segundo a agência americana Food and Drug Administration (FDA), que regula remédios e alimentos, com exceção do uso em algumas pastas de dente para prevenir gengivite, o triclosan não oferece mais benefícios à saúde.
Isso vale para outros sabonetes bactericidas, que não seriam mais eficazes que sabonetes normais e água. Além disso, um uso excessivo desses produtos poderia favorecer o desenvolvimento de bactérias resistentes. Agora, a FDA e a EPA estão fazendo novas avaliações de risco desse produto químico.

O G1 procurou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para saber detalhes sobre a regulação do triclosan no Brasil, mas funcionários do órgão, que estão em greve desde o dia 16 de julho, só se pronunciaram na sexta-feira (17).
Segundo a agência, o triclosan está regulamentado por meio da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 29/2012, com a função de conservante em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. Existem também produtos para saúde regulados pela Gerência de Tecnologia em Materiais de Uso em Saúde (Gemat) que têm em sua composição a substância triclosan, como curativos e fios de sutura.

Triclosan onipresença indesejável

Resistencia bacteriana
Estudos definem o triclosan como pertencente ao grupo dos fenóis e éteres. Ele é considerado um éter difenil policlorado (PBDE), capaz de inibir o desenvolvimento de fungos, vírus e bactérias. Em baixas concentrações, ele impede o desenvolvimento de bactérias; e em altas concentrações, ele provoca a morte destes organismos. Os fenóis, por sua vez, são tóxicos para seres vivos, provocando efeitos danosos à saúde (como a progressiva perda de peso e diarreia) e é altamente prejudicial para pele, olhos e mucosas humanas, fazendo com que essas partes tornem-se vulneráveis à absorção de outras substâncias.
Onde pode ser encontrado?
Depois de ter uma ideia dos efeitos sobre a saúde que o triclosan pode causar, você poderia deduzir que seria raro encontrá-lo em produtos comercialmente vendidos, certo? Errado! O triclosan é utilizado em uma enorme variedade de produtos de consumo, tais como: sabonetes, pastas de dentes, desodorantes, sabão para lavar roupas, antissépticos, objetos de primeiros socorros com função antimicrobiana, roupas, sapatos, carpetes, plásticos próprios para serem utilizados em alimentos, brinquedos, roupas de cama, colchões, adesivos, em equipamentos como ar-condicionado, tintas, mangueiras de combate a incêndios, banheiras, equipamentos de produção de gelo, borrachas, escovas de dente e, para arrematar, é utilizado também como pesticida.
Regulação
No Brasil, o componente é regulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), sendo que a máxima concentração autorizada é de 0,3% em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. A ANVISA não apresenta nenhuma recomendação de limitação ou de condições de uso e advertência.
Nos Estados Unidos, o triclosan é regulado por duas agências, a Environmental Protection Agency (EPA) e a Food and Drug Administration (FDA), de maneira que a substância é regulada pela EPA em sua utilização como pesticida, e pela FDA em sua utilização no restante dos produtos citados anteriormente.
Efeitos
Existem muitos estudos que apontam para o fato de que triclosan propicia a resistência bacteriana, que nesse caso envolve a aquisição da capacidade de resistência de uma espécie bacteriana ao antimicrobiano, por meio de alteração no seu DNA. Em outras palavras, significa que o uso de produtos que contenham o triclosan pode fazer com que as bactérias que queremos eliminar se tornem cada vez mais resistentes e presentes, superbactérias, não resultando seu uso em efeito qualquer depois de algum tempo, ou ainda é possível que após deixar de usar um cosmético (como o desodorante, que contém triclosan como principal ingrediente), o efeito causado seja o agravamento daquilo que se quer evitar, ou seja, no caso dos desodorantes, o mau odor na área das axilas será mais forte, já que as bactérias tornaram-se resistentes e agora em maior número. O perigo deste processo também está relacionado à resistência bacteriana de espécies que são consideradas patogênicas para os seres humanos. Como consequência, o triclosan pode contribuir também para a resistência a antibióticos, e isso representa possíveis impactos negativos sobre a saúde humana.
Com relação a outras espécies de seres vivos, alguns estudos apontam para a toxicidade desse éter aos organismos aquáticos (como as algas, peixes e invertebrados), podendo causar, a longo prazo, efeitos nesse ambiente. Um dos efeitos seria a desregulação do sistema endócrino, por meio de alterações dos níveis de hormônio na tireoide. Além disso, existem evidências de que o triclosan possui propriedades que favorecem a bioacumulação nas mesmas espécies aquáticas.
Outro aspecto importante está relacionado à capacidade que o triclosan possui de modificar o desenvolvimento de microrganismos aquáticos, que são importantes, entre outras coisas, para a degradação de matéria orgânica. E o triclosan chega a corpos hídricos por meio de lançamento de efluentes de Estações de Tratamento de Esgoto (ETE). 
Ou seja, observe que o fato de utilizar substâncias que possuem esse componente em sua formulação, para além dos riscos à saúde do consumidor, é capaz de desencadear efeitos nocivos sobre a fauna e flora com as quais entra em contato através da poluição causada por seus resíduos pós consumo ao serem despejados nas redes de esgoto ou outras vias quaisquer.
O triclosan pode afetar, ainda, o funcionamento de músculos. Segundo pesquisa, ele é capaz de reduzir as atividades musculares, afetando o músculo mais importante do nosso corpo, o coração.
Alternativas
Atualmente, já existem no mercado produtos que excluem da sua formulação o triclosan (conheça alguns deles aqui, aqui e aqui), que, ao invés de utilizá-lo, fazem uso de antimicrobianos naturais, como os óleos essenciais de alecrim, alecrim do campo, pitanga, cravo da Ìndia, camomila e canela. Este último, aliás, foi considerado por um estudo o óleo antimicrobiano mais eficiente e sustentável.
Outra substância menos agressiva pela qual você pode procurar nos rótulos dos produtos é a pedra hume, conhecida também como alúmen de potássio. Ela possui ampla utilização em processo de purificação de água e aplicações em cosméticos, agindo como antisséptico e cicatrizante. O bicarbonato de sódio também é outra alternativa, podendo ser usado para fins de higiene e limpeza.

Estudos associam componente de produtos de higiene a alergia e outros problemas

Um estudo da Universidade Tufts, de Boston (EUA), coordenado pelo professor e doutor Stuart B. Levy, apontou que até o meio da década de 90 existiam pouco mais de uma dúzia de produtos antibacterianos para uso doméstico. Hoje em dia são mais de 700, de todos os tipos: sabonetes, pasta de dentes, detergentes, produtos de limpeza no geral e loções para mãos, entre outros.
O aumento mostra como a sociedade está cada vez mais obcecada com a limpeza. A propaganda e a mídia contribuem com a preocupação coletiva, “reforçando a ideia de que é preciso uma proteção extra para as pessoas se sentirem mais seguras”, afirma a médica Valeria Petri, professora titular do departamento de dermatologia infecciosa e parasitária da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Muitos dos produtos destinados a combater germes contêm triclosan, uma substância que já foi associada, em estudos, a casos de alergia, problemas hormonais em animais e riscos ambientais, além de promover a resistência de bactérias e prejudicar o sistema imunológico.
Não é de hoje que pesquisas atestam que a defesa imunológica é estimulada pelo contato com micro-organismos. Algumas evidências científicas comprovam que crianças que vivem em ambientes muito limpos desenvolvem mais alergias, por exemplo.
É o que mostrou um estudo realizado recentemente pela Escola de Saúde Pública da Universidade do Michigan. Segundo ele, jovens que são superexpostos a sabonetes antibacterianos com triclosan podem sofrer mais com alergias.
O uso do triclosan é autorizado no Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O componente pode ser adicionado, em quantidades pequenas, a produtos cosméticos e de higiene pessoal, na proporção de 0,3%. Essa porcentagem, segundo a Anvisa, está dentro das concentrações estabelecidas como limite de segurança.
fonte:http://www.noticiasnaturais.com/2014/06/triclosan-substancia-no-sabonete-pode-danificar-musculos-causar-alergia-e-problemas-hormonais/#
Nota Notícias Naturais: Apesar da regulamentação do uso do Triclosan pela Anvisa em no máximo 0,3%, encontrei dois sabonetes líquidos com 0,5%:
Sabonete Líquido Antisséptico Triclosan 0,5% Refil 800ml PREMISSE
SAB. LIQ. ANTISSÉPTICO (0,5% TRICLOSAN)


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