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quinta-feira, 24 de março de 2011

ABSURDA CAPTURA DE FÊMEA DE TUBARÃO



Uma fêmea grávida de tubarão 
em risco de extinção 
é capturada e morta em Mongaguá SP
Um tubarão fêmea grávida da espécie Carcharias taurus, em risco de extinção, foi capturada e morta por uma rede de pesca na manhã desta quarta-feira (23) em Mongaguá, litoral paulista.
Não tenho estômago e paciência para comentar esta cruel notícia. Mas veja abaixo a reportagem em vídeo produzida pela jornalista Renata Rocha, da tevê A Tribuna (filiada da Rede Globo), como ela trata o fato gravíssimo de forma superficial, com desdém, aos risinhos... A ignorância da população também chama a atenção.
Quem são os verdadeiros assassinos dos mares?
* Moésio Rebouças é jornalista e ambientalista

sexta-feira, 18 de março de 2011

Nova derrubada de árvores em Cubatão

Criminoso corte de árvores 
e vegetação no Parque Anilinas
As fotos em anexo falam por si mesmas. Elas foram tiradas hoje (17 de março), por volta das 15 horas, no Parque Anilinas. As imagens revelam que várias árvores de grande e médio porte foram criminosamente cortadas com a grande reforma do Parque, contrariando o que a Prefeita Marcia Rosa (PT) dizia, que nenhuma árvore seria amputada com o início das obras.

Infelizmente não foi possível entrar no Parque para registrar melhor a cena, mas de longe deu para perceber que Eucaliptos, Palmeiras e João Bolão foram cortados pelas moto-serras e tratores. Outras vegetações menores também.

Só consegui registrar esta estupidez do Poder Público pelo acaso, pois estava passando pela Avenida Nove de Abril e ouvi o barulho das moto-serras. Então falei para mim mesmo que o som só poderia estar vindo do Parque Anilinas, que estavam cortando árvores. Fui lá e não deu outra. A imagem de vários troncos de árvores amontoados é chocante. E somente consegui tirar as fotos porque havia uma abertura no tapume que está escondendo as obras do Parque, do contrário ficaria tudo na surdina.

A Prefeitura vai negar, criar vários subterfúgios, que não sou especialista, que sou louco, ignorante, mas ela cometeu um crime ambiental, sim. E acredito que outros danos ambientais aconteceram - e vão acontecer - ali dentro. Por exemplo, mortes de cotias que ficaram para trás escondidas durante a remoção realizada pela secretaria municipal de Meio Ambiente meses atrás.
Desde que a prefeita Marcia Rosa (PT) divulgou a grande reforma do Parque Anilinas alertávamos que deveria haver um estudo ambiental e de impacto de vizinhança naquele local sério antes de iniciarem os trabalhos, mas não, a prefeita enfiou goela abaixo para a sociedade seu projeto, sem transparência, sem discussão com a população. E a Promotoria de Justiça de Meio Ambiente de Cubatão também se omitiu sobre o assunto. O legislativo cubatense idem. A imprensa da mesma forma. A sociedade também.

Vale ressaltar novamente que a Prefeita disse um ano atrás que não haveria nenhum corte de árvores na grande reforma do Parque Anilinas. E só falou porque eu questionei publicamente alguns aspectos da reforma do Parque, principalmente a questão das árvores, das cotias, da impermeabilização do solo, da perda de áreas verdes e gramadas com tamanha reforma num local nem tão grande e densamente já ocupado. Mas como podemos ver tudo não passou de mais uma bravata desta senhora. Aliás, abaixo um trecho que eu retirei do Portal A Tribuna, da matéria intitulada “Anilinas será reaberto no aniversário de Cubatão”, da última segunda-feira (14/03), onde o secretário de Obras da cidade, Silvano Lacerda, também afirma que “ficarão apenas as árvores”.
"Estamos confiantes. Os trabalhos foram intensificados para conseguirmos entregar tudo dentro do prazo", afirma Silvano Lacerda. Do que existe atualmente, ficarão apenas as árvores, uma pequena capela e os casarões históricos construídos pela extinta Companhia Anilinas de Productos Chimicos do Brasil, na entrada do parque.
Registre-se. Quem ganhou à milionária “licitação” para realizar a grande reforma do Parque Anilinas foi a empresa Logic, mas atualmente estão trabalhando lá várias empreiteiras terceirizadas. Alguma coisa me diz que algo de estranho tem nesta história.
Outro fato. Quando lançou o projeto da grande reforma do Parque Anilinas a Prefeita afirmou que o local ganharia, entre outras coisas, um Parque Aquático. Mas onde seria tal empreendimento? Qual o tamanho?
Não tenho bola de cristal, mas, infelizmente, é o que eu disse quando logo soube deste grande projeto: vai sobrar para a Natureza. E está sobrando.
Triste e revoltante.
Moésio Rebouças

 




quarta-feira, 9 de março de 2011

Crescimento da presença multinacional espanhola, durante governos do PSDB, será mera coincidência?


O segundo desembarque. Multinacionais espanholas na América Latina
Quinhentos anos depois da conquista da América, as multinacionais espanholas, com o apoio da diplomacia, das organizações financeiras internacionais e dos meios de comunicação, são os setores-chave das economias da América Latina.
É o segundo desembarque. Modernização, geração de emprego, redução da pobreza... foram apenas mitos. O saldo na forma de qualquer tipo de impacto não poderia ser mais negativo: dano ambiental, deslocamento populacional, escassez de alimentos e as deficiências dos serviços públicos privatizados, a deterioração dos direitos trabalhistas, violações dos direitos humanos e, em geral, pilhagem econômica e dos recursos naturais.
Frente a isso, hoje, uma vasta rede de organizações sociais nas regiões Sul e Norte coordenam suas lutas e resistência.
Um vídeo do: Observatório das Multinacionais na América Latina (OMAL) e Paz com Dignidade.
Roteiro, direção e produção: José Manzaneda.
Duração: 41 minutos.
Ano: 2010.
agência de notícias anarquistas-ana

pétala amarela


a borboleta saltou

sem pára-quedas

João Acuio


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

CHEGA DE TEOCRACISMOS!


Egito: julgamento do povo

* por João Silvino
Tolerância zero! Cai mais um ditador do reino da política podre e sacripanta. Muitos ditadores patrocinados por grandes capitalistas mundo afora que se cuidem, pois, Hosni Mubarack, que foi colocado no poder do Egito pelos norte americanos, finalmente caiu do trono após mais de 30 anos. Egito: A voz dessa nação cansada de ser massacrada por um ditador foi finalmente ouvida. Será que no Brasil existe um conformismo para que aceitemos as coisas como são, como estão? É claro que não temos ditadura de poder único, mas sim em pequenas células de poderes por diversos segmentos. Seria um belo exemplo se nós brasileiros nos uníssemos para confrontar os políticos com mandatos, fraudadores que se acham donos do mundo. Seria um belo exemplo, se parássemos com a velha mania de reclamarmos para nosso próprio espelho, dos ditadores que se encastelam nos poderes constituídos, sobretudo em sindicatos, associações e outros. No Brasil já se derrubou golpistas e ditaduras. Fizemos passeatas chamadas de diretas já, que ajudaram a acabar com a empáfia da classe dominante. Depois disso, tivemos um presidente eleito pelo povo de forma estranha, e que sofreu um processo de impeachment depois de inúmeros protestos nas ruas. Não me refiro aos caras pintadas, estudantes manobrados pela mídia burguesa. Não me refiro aos inúmeros deputados, que entre eles haviam muitos fascistas dizendo sim pela cassação, mas sim pelo povo em sua totalidade. Ambos, a impaciência do povo carente de políticas públicas e o então presidente criador de marajás, causaram manifestações nas ruas. E você, o que você faz para protestar? Apesar da vitória do povo egípcio, este mesmo povo está muito atento quanto ao fato do governante "interino" ter sido integrante do mesmo governo que foi deposto. Se fosse “acá in Brazilis”, a guarda já estaria em baixa, haveria decreto para um mês de feriado nacional com festas financiadas, como se nada tivesse acontecido. Já imagino centenas de figurões chamando para si a responsabilidade pela vitória em nome do povo, provavelmente dando entrevistas na TV; telejornalismo, novelas e até em programas de auditórios, desses em que os apresentadores fazem média com os telespectadores, fazendo palestras, escrevendo artigos para jornais de grande circulação e sendo consagrados heróis pela turma do caviar. “Enquanto isso o povo... diria uma ex ministra do Brasil, este é somente um detalhe”.

* Josão Silvino, produtor cultural, assessor sindical e síndico do edifício onde mora no bairro Santa Rosa em Guarujá - comsind@bol.com.br

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Mais um animal morre em minizoológico de Cubatão

Caninana, também conhecida como Papa-Ovo. Cobra Caninana é encontrada morta em minizoológico da PMC
Não é de hoje que venho denunciando o desrespeito, maus-tratos e mortes de animais no minizoológico instalado dentro do Parque Ecológico Cotia-Pará, em Cubatão (SP). Dias atrás mais um animal morreu neste local. Uma cobra caninana foi encontrada morta no serpentário. As autoridades do Parque só foram notar o óbito do animal dias depois do seu falecimento. Qual a causa da morte? Provavelmente, mais uma vez, eles vão dizer que o bicho morreu de “velhice” ou numa briga entre espécies.   
O serpentário municipal foi inaugurado em novembro de 2007, com 10 espécimes de serpentes, seis jibóias e quatro caninanas. Hoje, se você for lá não encontrará a metade destes animais em “exposição”.
Um fato que aconteceu poucos meses atrás no serpentário revela muito bem o absurdo e o descaso que se passa contra os animais neste recinto. As cobras que sobreviviam ali foram transferidas para a “quarentena”, e no local foram depositadas várias espécies de pássaros. Mas como o serpentário tem uma grande janela de vidro para observação do público, algumas aves acabaram morrendo ao colidir com esta vidraça. Os pássaros possivelmente imaginavam que ali não havia nenhuma estrutura.
Em uma cidade que tem escassa tradição, se é que tem alguma, de luta de Libertação Animal e pelos Direitos dos Animais, somada a cumplicidade e omissão do Ibama (órgão federal que aprova e é responsável pela fiscalização dos zoológicos no Brasil), fatos como estes continuarão acontecendo sem nenhum pudor no minizoológico cubatense. Aliás, quantos animais já morreram naquelas instalações sinistras e não ficamos sabendo? Tudo um grande mistério.
Porém, se crianças começassem a aparecer misteriosamente mortas numa escola ou creche municipal, com certeza a grita seria geral. Mas quem se importa com “coisas”, com uns “animaizinhos” que não têm voz?
Hipócrita, triste e especista sociedade.
Moésio Rebouças -jornalista e ambientalista

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Cubatão SP



Praça Burle Marx apresenta sinais evidentes de abandono
Alguém tem que convidar a prefeita Marcia Rosa (PT) para dar uma voltinha (a pé, e não de carro com ar condicionado) na principal entrada da cidade pelas avenidas Miguel Couto e Jornalista Giusfredo Santini (Praça Burle Marx). Ou remetam para ela as imagens em anexo, que eu cliquei hoje (domingo, 6 de fevereiro) após retornar do Parque Ecológico Itutinga-Pilões. O local que deveria ser um “cartão postal” do município está praticamente abandonado. O espelho d'água e a pirâmide (onde descia uma cascata) estão um lixo. A placa que relatava a obra de Burle Marx (que projetou o ajardinamento da entrada de Cubatão em 1990) e o busto de bronze de Giusfredo Santini sumiram há anos. A calçada do local está mal conservada. Falta conservação e cuidado aos monumentos das indústrias. Etc.
Será que as “autoridades públicas” não vêem estas coisas? Como uma prefeitura tão rica deixa suas praças e logradouros chegarem a este estado de abandono e falta de conservação?
Ah, o período das festas de fim de ano já passou, mas aquela decoração natalina (caixas de presentes) vai ficar ali definitivamente?
* Moésio Rebouças - jornalista ambientalistamoesioreboucas@yahoo.com.br






quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

JUDICIÁRIO CONFUSO RESTRINGE O ACESSO POPULAR A ALGUMAS PRAIAS DO LITORAL?


MP quer anular restrição de acesso à praia no Guarujá


O Ministério Público de São Paulo quer suspender decisão favorável à restrição de ingresso de veículos nas vias públicas do loteamento conhecido como Tijucopava, no Guarujá, litoral de São Paulo. O acórdão foi proferido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que foi favorável para SASTI - Sociedade Amigos Sítio Tijucopava.

A decisão do Segundo Grupo de Câmaras de Direito Público do TJ-SP visa preservar as áreas verdes existentes na região. Mas, segundo o procurador-geral de Justiça do estado, Rodrigo César Rebello Pinho,ela vai de encontro à garantia do acesso amplo e irrestrito às praias marítimas, como estabelece norma federal.

De acordo com ele, o artigo 10 da Lei nº 7661/88, classifica as praias - bens públicos da União por força do art. 20, IV da CF - como “bens públicos de uso comum do povo, sendo assegurado, sempre, livre e franco acesso a elas e ao mar, em qualquer direção e sentido”.

Rebello Pinho argumenta, ainda, que em seu parágrafo 1º, a lei determina que: “Não será permitida a urbanização ou qualquer forma de utilização do solo na Zona Costeira que impeça ou dificulte o acesso assegurado no caput deste artigo”.


Leia a íntegra do recurso

Recurso Especial na Ação Rescisória nº 296.548.5/4

Recorrente: Ministério Público do Estado de São Paulo

Recorrida: SASTI – Sociedade Amigos Sítio Tijucopava


EMINENTE DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO,

EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA,


COLENDA TURMA JULGADORA:

1 - A hipótese em exame

O Segundo Grupo de Câmaras de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por maioria de votos, julgou procedente a ação rescisória ajuizada por SASTI – Sociedade Amigos Sítio Tijucopava e, com isso, rescindiu o V. Acórdão que havia condenado a entidade a “cessar toda e qualquer atividade consistente no embaraço ao livre acesso às praias e vias públicas do Loteamento, mesmo que disfarçada na simples identificação de pessoas” (1).

O Acórdão proferido na ação civil pública foi rescindido porque, segundo o Tribunal, viola literal disposição de lei. O fundamento da rescisória vem resumido nesta passagem: “Na espécie, o acórdão rescindendo violou literal disposição de lei, pois determinou ser livre e incontido o acesso de todos na área de especial preservação que é o Sítio Tijucopava, cuja concessão de zelo foi outorgada à autora. Por outro lado, a legislação vigente (Lei Municipal n º 2.567, de 1997 e Decreto nº 5.435, de 1997 – art. 1º, §§ 1º e 2º) determina expressamente a restrição de acesso de veículos a essas áreas para fins de preservação ambiental”.
Na Rescisória, os votos vencedores e vencido convergem em um ponto: aceitam a aplicação da Lei Municipal n º 2.567/97 para impedir o acesso de pessoas com veículos à praia, que só é alcançável pelas vias que integram o sistema viário do loteamento administrado pela SASTI.
Para tanto, interpretam restritivamente os preceitos da Lei Federal nº7.661, de 16 de maio de 1988.


2 - Cabimento do recurso especial

O recurso encontra perfeita adequação ao disposto no art. 105, inc.III, alínea a, da Constituição Federal, que diz competir ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento, em recurso especial, das causas decididas, em única ou última instância, pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando a decisão recorrida contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência.

Como o v. Acórdão contraria o alcance e o espírito da Lei Federal nº 7661, de 16 de maio de 1988, e lhe nega vigência na medida em que a considera compatível com a Lei Municipal nº 2.567/97, a adequação do presente recurso à hipótese é incontestável.

A questão federal foi abordada de maneira clara no Acórdão agora recorrido. Para a 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, a Lei nº 2.567/97, do Município do Guarujá, porque restringiu as condições de acesso e utilização de praias e vias públicas — a pretexto de preservar as áreas verdes existentes na região do Loteamento conhecido como “Tijucopava” — , tem força suficiente para “anular um acórdão” que, com expresso fundamento no art. 10 da Lei Federal nº 7661/97, determinou ser “livre e incontido o acesso de todos na área” (Cf. Acórdão – doc. 01). Em outras palavras, o Tribunal paulista afastou a norma jurídica individual consubstanciada no Acórdão que rescindiu para privilegiar a aplicação de uma lei municipal.

3 - Contrariedade e negativa de vigência da Lei Federal

Como se sabe, não há unanimidade entre os doutrinadores acerca do significado das locuções contrariar e negar vigência à lei federal, que, para alguns, seriam até expressões sinônimas e, para outros, de difícil distinção quanto à finalidade. (2)


fonte: Mar aberto (colaboração Vladmir Bibiano)